Buscando no mundo...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Novamente um inferno de estrada. Estão roubando nossa estrada.

Um triste e lamentável acontecimento está prestes a ocorrer nos próximos meses: o inferno está retornando.

Não se trata de nenhum cataclismo apocalíptico ou algum fenômeno espiritual que se possa auferir a olhos nus. Quero chamar a atenção ao grave (e recorrente) descaso do governo estadual com a nossa estrada intermunicipal, a RSC-101. Mais uma vez, a mais antiga estrada do RS se encontra em frangalhos. Com mais de 70 km de crateras espalhadas em 124 km que nos separam do município de Capivari, nossa estrada está necessitando da aplicação do planejamento dada à obra, e hombridade na execução dessa empreitada. Do contrário, para aqueles que já viveram (e passaram) na “estrada do inferno”, um filme irá ser reeditado e melhorado com detalhes e 3D: largura, comprimento e profundidade asfáltica, deteriorando os veículos que dela necessitam diária e semanalmente.

Poderão me chamar de exagerado, ou até, desferir-me palavras de “calão profundo”. Sou um leigo apaixonado pelas letras e pelas leis, e pela mesma paixão sobre as normas que regulamentam as relações interpessoais, sinto necessidade de contribuir, mesmo que singelamente, com uma opinião que pode gerar um embaraço interessante na sociedade: as empresas que lucram indevidamente sobre o investimento público em face da deterioração do mesmo, cometem um “crime geral contra a ordem pública moral e econômica”, e deveriam ser responsabilizadas pela gravidade do fato, de modo que não poderiam dispor de exercer seu ofício até que o ressarcimento dos prejuízos à população ocorresse de pleno. Tentarei ilustrar:

Uma empresa de transportes opera seus fretes repetidas vezes com excesso de carga. Justificativa da empresa: devido ao preço baixo pago ao frete, faz-se necessário o transporte de carga excedente para que haja compensação financeira em relação aos custos com manutenção e combustível onerados pelo serviço. Aparentemente compreensível, visto que nossa cultura ainda absolve qualquer ato vil para justificar a necessidade de “trabalhar”. No entanto, as formas de roubo são várias: neste caso, o roubo é indireto e “quase” imperceptível. Acontece que o contribuinte ao pagar sua carga tributária, o faz permitindo que em seu aparelho viário, conforme a Lei, possam trafegar veículos de acordo com os padrões previamente estabelecidos por todos, através de nossos representantes e fiscais legalmente constituídos. Isso significa que um caminhão truque, de capacidade para 15 toneladas, trafegando com 25 toneladas, deteriorando as rodovias com sobrepeso e arrasto dos pavimentos rodoviários, estará “roubando” nosso recurso material, o bom estado das rodovias. Isso porque, em seus cálculos, o empresário está contabilizando o desgaste da rodovia no caixa público e não em suas despesas particulares. Logo, havendo um desgaste abusivo da coisa pública, por meio de infração de trânsito, implicando em oneração dos cofres públicos devido a irresponsabilidade do uso privado, sem ressarcimento, é um absurdo. Um “roubo”!

Reflitamos e questionemos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mais uma vez... o que é Democracia?

Demo: povo. Kracia: governo. Democracia: o povo governa. Mas se temos que nos deter no fato de que nós — principal elemento componente da substância mais usada pelos políticos de plantão: o povo — não temos acesso fácil aos mecanismos de governabilicade de nossa nação. Se governamos, mesmo que seja por nossos representantes, então governamos muito mal. Talvez precisemos procurar um curso de administração pública para tal empreitada: que tal esses cursos que nossos representantes cursam pelas cidades turísticas do Brasil? Sim! Nós, o Povo, é que governamos o Brasil, porque o Brasil é "D E M O C R Á T I C O". Temos, portanto, o direito de passear pelo Brasil. Nós governamos! O quê? Como?

Indignações à parte - movidas por uma pitada de ironia - o Brasil necessita de muitas reformas no setor político-social. Basta olharmos qual é o poder argumentativo de nossa população. Temos que reformar nossa criatividade argumentativa. Como? A resposta, muitos sabem, poucos são os corajosos.

E vamos para as eleições.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um Tipo de Brasil na Copa da África

Quero comentar hoje que tipo de Brasil nós somos. Todo mundo já ouviu aquela ladainha: "o Brasil é um país de proporções continentais, em que mora a pluridiversidade de culturas, razão pelas quais há diferenças sociais muito destacadas nas variadas regiões da nossa nação, o que proporciona uma verdadeira babilônia de idéias entre as comunidades que constituem esse imenso estado..." e por aí a fora, bla, bla, bla!!!
Pois bem! Um povo que se sujeita à terceirização da formação de opinião estará fadado a perder a criticidade, e iniciará um processo de revigoração dos mitos pessoais e particulares de cada comunidade. Quando determinadas lideranças sobressaem do âmago das comunidades e, na coletividade das lideranças, uma desponta por ser eleita por essa minoria, um imenso desfiladeiro inicia a fendar a estrutura do corpo do povo: o povo não manda mais, pois o povo não pode ser só um, mesmo que ache isso inconcebível.
O povo brasileiro sempre criticou o Dunga. Em 88 nas Olimpíadas... em 90 na Itália (fracasso espalhafatoso, diga-se de passagem!)... e em 94, por quê não? O Brasil não ganhou da Itália. Empatou. Tanto que se perdesse, acharia o subterfúgio de que "pênalti é loteria", coisa de gente brasileira que não admite sua incompetência para diversas coisas. O Brasil (entenda-se: o brasileiro!) ainda elege incompetentes para certos cargos... mas o de técnico da Seleção Brasileira é instituído e endoçado pelo povo que aceita quieto (porque mesmo reclamando, não manifesta sua força, não pinta a cara e não faz greve de compras de grifes esportivas famosas). Este é o Brasil! Que leva gol da Tanzânia! Que leva gol da Coréia do Norte! Que leva gol da Venezuela! Que gasta mais do que tem.
Sim Brasil! Tome vergonha e diga ao mundo que você não queria o Dunga lá! Mostre a todos os povos como você gosta do estilo Pai de ser do Felipão (que até lembra o Getúlio, devido a seus atos "intravestiário")! O Brasil precisa de um pai que registre e reconheça a sua verdadeira identidade, pois sendo mestiço, e não tendo orgulho disso, não terá forças para melhorar o seu aspecto mais notável: ser o diferente entre os iguais! O Brasil deveria reconhecer seu jeito mulato, caboclo, cafuso, MESTIÇO! E não ficar se vendendo a grifes estrangeiras por qualquer ninharia. "Nos deram espelhos e vimos um mundo doente"... o Brasil não será a campeã da copa de 2010. Mas mesmo assim aceitam que mintam pra si!
Vamos Brasil! Vamos virar o jogo! Fora com os ditadores silenciosos por trás das máquinas de fazer propaganda! Não aceitem idéias prontas, e antes de endoçarem-nas, critiquem todas suas probabilidades de dar certo!
Rumo ao Hexa em 2014!